Aparentemente trata-se apenas de uma hilariante comédia de costumes, cujo enredo assenta nos estratagemas de uma jovem mulher para ludibriar o seu marido. Dá-se, porém, o caso, de o enredo ter como pano de fundo o prenúncio da Revolução Francesa: portanto, não é uma mera comédia de costumes. E este aspecto, a nosso ver, absolutamente fundamental, foi que levou Marx a estudar o texto de Molière, e a referi-lo como um documento exemplar no que respeita à análise da aliança de classes; e que nos leva a nós a pô-lo em cena numa perspectiva de contemporaneidade no que se refere os seus conflitos internos.
Ficha Artística e Técnica Texto: Molière Concepção Cenográfica e Encenação: Luís Vicente Intérpretes: Afonso Dias, Bruno Martins, Elisabete Martins, Glória Fernandes, Luís de A. Miranda, Mário Spencer, Pedro Mendes, Tânia Silva Figurinos: Alice Alves Execução Cenográfica: Tó Quintas Assistência de Execução Cenográfica: António S. Martinho Assistência de Encenação: Elisabete Martins Direcção de Cena: Pedro Mendes Desenho e Operação de Luz: Octávio Oliveira Operação de Som: Pedro Leote Mendes Produção Executiva: Elisabete Martins Divulgação: Cristina Braga Secretariado: António Marques Direcção de Produção: Luís Vicente