O Director Queiroz recebe uma carta do Ministério da Cultura garantindo financiamento para a Companhia de Artes Performativas do Sul mediante um conjunto de condições. Estabelece-se uma discussão sobre critérios de qualidade entre o Director e os seus assistentes e marcam-se audições para escolher e contratar actores e cantores. No dia marcado para essas audições (o próprio dia do espectáculo) aparece uma multidão de candidatos: todo o público presente. Começam então as peripécias da comédia: O rico Sr. Azevedo vem subornar a companhia para que a sua amante seja contratada. Ela aparece e insiste em passar a audição: um Frei Luís de Sousa ultra-romântico. Sobe mais uma candidata, jovem, séria e profissional, fará um monólogo da Medeia que encanta de imediato o Director Queiroz e adormece o seu assistente Silva. Sobe uma cantora, pela mão do Maestro. Canta uma ária “singela” e todos lhe prometem que virá ser a prima donna da companhia. É chamada a Dona Ivette, grande estrela da Revista que apresentará uma cena de comédia a que o Director Queirós torce o nariz. Chega por último uma cantora cheia de vocalizos agudos que irá reivindicar o seu estatuto de prima donna. O terceto estabelece as regras e a paz virá com o quarteto final onde todos desejam dar o seu melhor à arte. No fim o horizonte iluminar-se-á com o esplendor dos sonhos e realizações de cada um dos novos artistas da Companhia de Artes Performativas do Sul. O Director Queiroz concilia os ânimos e as vontades por “amor à arte”…
Ficha Artística e Técnica Música: W.A. Mozart Tradução, Dramaturgia e Encenação: Paulo Matos Direcção Musical: Maestro Osvaldo Ferreira Co-Repetidor: Nicholas McNair Cantores: Carla Caramujo (Soprano) ou Ângela Alves (Soprano); Fernando Guimarães (Tenor); Lara Martins (Soprano) ou Liza Veiga (Soprano) Actores: Afonso Dias, Elisabete Martins, Glória Fernandes, João Jonas, Luís de A. Miranda e Luís Vicente Cenografia: Tó Quintas Figurinos: Rafaela Mapril Confecção: Ana Sabino Desenho e Operação de Luz: Paulo Santos Operação de Som: Vasco Mósa ou Noé Amorim Direcção Técnica: Noé Amorim Produção Executiva: Elisabete Martins (ACTA); Ana Paula Norte (OA) Secretariado: António Marques Direcção de Produção: Luís Vicente
Da Imprensa:
"A Companhia de Teatro do Algarve (ACTA), dirigida por Luís Vicente, e a Orquestra do Algarve voltaram a unir esforços e deram à luz um espectáculo de grande qualidade, que vai marcar o Verão Algarvio. Trata-se da quase- ópera "O Empresário", de Mozart, que está a ser apresentada numa co- produção destas duas um pouco por todo o Algarve. Música de Qualidade, bem dirigida e bem executada, Teatro de qualidade, bem dirigido e bem interpretado, excelentes vozes, muito humor e algumas alfinetadas fazem deste espectáculo, concebido sobretudo para ser apresentado ao ar livre, um daqueles momentos que ninguém deve perder.
(...) É bom constatar que, no Algarve, há gente a trabalhar ao nível do que melhor se faz em qualquer parte do mundo. É bom ver que há gente com ideias, capaz de unir esforços e de dar corpo a projectos que se tornam excelentes e originais espectáculos. " O Empresário", a que o "Barlavento" teve o prazer de assistir no Parque Municipal das Fontes de Estombar, mostra que mesmo com poucos meios, é possível produzir qualidade." Barlavento, 28/06/2007
"A encenação, tradução e dramaturgia estiveram a cargo de Paulo Matos que, com a maestria de um encenador experiente adaptou adaptou de forma exemplar o texto de Mozart à realidade contemporânea portuguesa.
(...) A orquestra encantou nos pequenos trechos musicais que executou e os cantores brindaram os espectadores com as suas vozes de excelência.O figurinos de Rafaela Mapril dão ao espectáculo a dignidade que ele merece.Adequadíssimos, fazendo elevar a personagem de dentro do actor. A cenografia de Tó Quintas evoca o ambiente maçónico que se vivia na época de Mozart.
(...) E nem o vento que se fez sentir distraiu o espectador do que era fundamental: o espectáculo.Os quarenta e dois intervenientes, entre cantores, actores e músicos, contribuíram para que os espectadores regressassem a suas casas mais ricos, mais reconciliados com a vida, não deixando de lado o convite á reflexão." Jornal do Algarve, Ana Oliveira, 07/06/2007