Produções

O Coração de um Homem

Duas das grandes questões sociais da actualidade, a da terceira idade e do seu enclausuramento em lares, muitas vezes em abandono afectivo absoluto, e a da falta de horizontes da juventude, são os principais temas desta peça. Do convívio forçado entre Leo, um idoso dado como perigoso e mentalmente incapaz, e Jójó, um jovem condenado a Serviço Comunitário por ordem do tribunal, nascerão inevitavelmente conflitos. Tal como o jovem recusa o idoso por achá-lo inútil e ultrapassado, também o idoso considera que nada tem a aprender com o “puto” inexperiente. O fosso entre gerações parece não ser possível de ultrapassar, mas talvez cada um dos personagens tenha a aprender com o outro. Em resumo: através do confronto/encontro entre duas gerações, “O Coração de um Homem” é um retrato do abandono social a que são votados muitos dos utentes dos lares para idosos, ao mesmo tempo que é um manifesto de esperança relativamente a uma juventude urbana sem grandes perspectivas de futuro e facilmente empurrada para a marginalidade.

Ficha Artística e Técnica
Texto: Lutz Hübner
Tradução: Vera San Payo Lemos
Adaptação Dramatúrgica e Encenação: Paulo Moreira
Intérpretes: Afonso Dias e João Jonas
Cenografia: Paulo Moreira, Tó Quintas
Figurinos: ACTA
Assistência de Encenação: Tânia Silva
Desenho e Operação de Luz: Vasco Mósa
Operação de Som: Tânia Silva
Produção Executiva: Elisabete Martins
Costureira: Cristina Lima
Fotografia: João Jonas
Secretariado: António Marques
Direcção Técnica: Noé Amorim
Direcção de Produção: Luís Vicente

Da Imprensa:

"É encenada por Paulo Moreira, que mais uma vez aborda de forma original, um tema que lhe é caro - as relações humanas."
Viva Algarve, 05/04/2007

"A cenografia, assinada também por Tó Quintas, dá à partida ao espectador uma dimensão muito clara do jogo dramático que vai acontecer.

(...) O final, surpreendente abre as portas da esperança, não só aos protagonistas do espectáculo como a todos os espectadores.A adaptação dramatúrgica de Paulo Moreira, com referências à Guerra Colonial e a códigos decifráveis num universo lisboeta contribui para a aproximação do espectador a uma realidade que também lhe pertence.Quanto às interpretações, é de destacar a contracena que evidencia as tensões na altura certa. João Jonas mostra muito bem a mudança de atitude ao longo do espectáculo: o seu coração vai abrindo e, de puto com todos os tiques que a marginalidade impõe, vai mostrando o homem generoso que esconde. Afonso Dias é o grande protagonista desta história. Desde os silêncios , as pausas, até à relação de camaradagem quase paternal que tem com Jójó, tudo é estudado ao pormenor. E tudo é feito no tempo certo."
Jornal do Algarve, Ana Oliveira, 24/05/2007

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Estreia: 06/04/2007

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