Produções

Ricardo III

Ricardo, Duque de Gloucester, está decidido a ser rei. Para o conseguir começa por assassinar o rei Henrique VI e o filho deste, Eduardo. Depois convence o seu irmão Eduardo, entretanto rei (EduardoIV), de que o outro irmão de ambos, Clarence, conspira contra ele. Clarence é encarcerado na Torre de Londres onde é morto por uns sicários de Ricardo. Ricardo, entretanto, fez a corte a Ana, viúva de Eduardo, por ele assassinado, e casa-se com ela. Dá a saber da morte de Clarence ao enfermo Eduardo IV que morre não se sabe se de remorso se às próprias mãos de Ricardo. Na linha de sucessão ao trono estão dois meninos, filhos de Eduardo IV, sobrinhos de Ricardo. Com a cumplicidade de Buckingham os meninos são encarcerados e depois assassinados. Ana é também assassinada por Ricardo porque a ele convém casar-se com a jovem filha de Eduardo IV (que ele assassinara). No meio de tumultos e conspirações Buckingham reclama as posses que lhe tinham sido prometidas por Ricardo a troco de o ajudar a conseguir o trono. Ricardo recusa dár-lhas. Buckingham revolta-se... Acima de tudo, o que nos interessa do texto de Shakespeare são os aspectos de contemporaneidade que encontramos no proceder e na governação desse monarca que reinou na Inglaterra do século XV, mais precisamente a sua relação com o Poder. É nisto que reside a actualidade do tema e, consequentemente, a leitura que dele fazemos. Ricardo III será, portanto, um espectáculo iniludível e incontornavelmente político.

Ficha Artística e Técnica
Texto: William Shakespeare
Tradução: A partir de Henrique Braga Revista por: Glória Fernandes e Luís de A. Miranda
Dramaturgia e Encenação: Luís Vicente
Música: Zé Eduardo
Apoio Coreográfico: Evegueni Beliaev (Companhia de Dança do Algarve)
Cenografia: Tó Quintas
Figurinos: Esmeralda Bisnoca
Intérpretes: Ana Gabriel, Afonso Dias, Carlos Botinhas, Elisabete Martins, Glória Fernandes, João Jonas, Luís de A. Miranda, Luís Vicente, Maria José, Mário Spencer, Mina Andala, Paulo Matos e Tânia Silva
Assistência de Encenação: Elisabete Martins
Desenho e Operação de Luz: Vasco Mósa
Operação de Som: Noé Amorim
Direcção de Cena: Ana Gabriel, Mário SpencerTânia Silva
Assistência de Produção: Ana GabrielTânia Silva
Costureira: Nina Lispkaia
Fotografia: João Jonas
Secretariado: Ana Aleixo
Direcção Técnica: Noé Amorim
Direcção de Produção: Luís Vicente

Da Imprensa:

"Com uma encenação arrojada, que transporta para os tempos actuais a história escrita por William Shakespeare no século XVI, e figurinos a condizer, o mais recente trabalho da companhia de teatro algarvia demonstra a vontade da ACTA de voar mais alto e de se afirmar no panorama nacional."
Barlavento, Hugo Rodrigues, 09/11/2006

"(...) destaque para a encenação e interpretação de "Ricardo III" pela ACTA. No campo da encenação, é de realçar a dimensão do espectáculo e a densidade do texto."
Barlavento, Hugo Rodrigues, 16/11/2006

"A ACTA, A Companhia de Teatro do Algarve, esteve em Lisboa com o seu espantoso, Ricardo III, e fiquei sem palavras -foi dos melhores momentos de teatro a que assisti, desde há muitos anos, na capital, digo-o sem favores e sem aquele clássico de dissimulação de que não sou capaz."
Jornal do Algarve, Carlos Albino, 08/03/2007

"Sim, este Ricardo III, levado a cena pela ACTA, é uma abordagem contemporânea e não histórica, da peça de Shakespeare. Do figurino à projecção de imagens de guerra. (Iraque, Palestina (...)). A encenação envolve o público. Ontem à noite participei na intriga que levou Ricardo III ao trono."
Divas&Contrabaixos, Maria do Rosário Fasolilha

"(...) o texto clássico de Shakespeare, numa encenação contemporânea da ACTA, foi apresentado perante uma plateia constituída por deputados europeus, jornalistas e funcionários portugueses em Bruxelas. Esta produção, encenada e protagonizada por Luís Vicente, caracteriza-se essencialmente por uma abordagem contemporânea à tragédia de Shakespeare."
Barlavento Online, 04/07/2007

"Comunidade Portuguesa aplaudiu de pé,durante longos minutos, o espectáculo no Centro Jack Frank.
Ricardo III De Inglaterra, o "porco - espinho", ou a permanente luta pelo poder. Pela mão de a A Companhia de Teatro do Algarve (ACTA) em Bruxelas, a assinalar o início da presidência portuguesa da União Europeia."
Público, Ana Cristina Pereira, 08/07/2007

"Foi também surpreendente ver Elisabete Martins num registo trágico e Tânia Silva desempenhando com muita sobriedade o papel de Eduardo V, Príncipe de Gales, com a altivez e o snobismo que lhe eram requeridos."
Jornal do Algarve, Ana Oliveira, 12/04/2007

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Estreia: 17/11/2006

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