Lucas, o homem do talho, e Bia são parceiros numa relação de casamento que parece estar à beira do fim, pelo menos no que toca ao lado feminino. Para reconquistar o amor da esposa, Lucas pretende renovar-se enquanto homem, alterando atitudes, ideais, conceitos de vida. Descrente das intenções, Bia diz-lhe que, para que isso pudesse acontecer, era preciso que existisse uma verdadeira revolução contra si próprio. Ao mesmo tempo que tudo isto acontece, Lucas é visitado pelos “fantasmas” que povoam a sua imaginação emocional e profissional, revelando-nos, através dos monólogos e diálogos que mantém nesses momentos, o seu ser mais profundo.
Ficha Artística e Técnica Texto: Victor Haïm Tradução: Luís de A. Miranda Encenação: Paulo Moreira Assistente de Encenação: Tânia Silva Concepção Plástica: Luís Vicente Execução Cenográfica: Tó Quintas Figurinos: Esmeralda Bisnoca Intérpretes: Afonso Dias, Glória Fernandes e Luís de A. Miranda Produção Executiva: Elisabete Martins Direcção de Cena: Luís de A. Miranda Desenho e Operação de Luz e Som: Noé Amorim Apoio Técnico: Rui Estevens Assistente de Produção/Relações Públicas: Ana Aleixo Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"[...] podemos dizer que esta produção é uma comédia amarga que nos surpreende. A surpresa não advém da qualidade dos actores, (Glória Fernandes, Luís de A. Miranda e Afonso Dias) que o Algarve já se tem habituado a apreciar. Também não advirá da mão experiente na direcção de Paulo Moreira que já se encontrou a sua linha de encenação e a trabalha com rigor.
[...] De uma amargura sarcástica, o texto consegue divertir, ludibriando-nos a todo o momento com instantes oníricos e de inspiração pirandelleana. O cenário depurado com soluções versáteis ao estilo engenhoso de Tó Quintas ajuda a evidenciar o trabalho dos actores, [...]." Ana Oliveira, Jornal do Algarve, 20/10/2005