Flória Emília saúda Aurélio Agostinho Bispo de Hipona Régia
O espectáculo baseia-se numa carta da mulher com quem Santo Agostinho viveu, antes de escolher afastar-se do amor humano para se entregar ao amor divino. Flória, ex-amante e mãe do filho natural de ambos, critica e questiona Agostinho com veemência e destemor, com ironia e com desespero, por ele considerar desprezível aos olhos do Criador as alegrias do amor físico.
Ficha Artística e Técnica Textos: Jostein Gaarder, Santo Agostinho e Teixeira de Pascoaes Dramaturgia e Encenação: Luis Vicente Voz off: Canto e Castro Concepção Plástica: Luis Vicente e Noé Amorim Execução Plástica: Tó Quintas e Vitanga Figurinos: ACTA Intérpretes: Glória Fernandes e Luis Vicente Desenho de Luz: Noé Amorim Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"Não é possível trazer para aqui a riqueza humana, religiosa, literária que esta peça envolve, bastará assinalar que o espectáculo da ACTA exprime, tanto quanto possível, esses valores e que para isso contribuem a direcção de actores e respectiva encenação, a construção da cena, com a contribuição do cenário na sua simplicidade e da luz que ajuda a criar o clima que domina o espectáculo, assim como a adequação da banda sonora. Interessa sobretudo assinalar o trabalho interpretativo de Luis Vicente e em especial de Glória Fernandes, um trabalho admirável pela maneira como interpreta a riqueza simultânea da personagem e do texto, o rigor quase absoluto com que esse trabalho se manifesta.
[...] Essencial é ter presente o valor do espectáculo na sua totalidade e o trabalho excepcional da actriz em causa." Carlos Porto, Jornal de Letras, 16/04/2003
"O espectáculo é notável a vários títulos, a começar pelo trabalho de transposição operada. [...] Em suma, o espectáculo é uma notável produção onde vale a pena estar atento ao texto, aos figurinos concebidos pela própria companhia e à evolução de Glória Fernandes, no papel de Flória Emília [...]." José Carlos Forte, Algarve Hoje, 10/04/03
"Por fim falo do belíssimo trabalho que a ACTA escolheu para estrear no dia Mundial do Teatro: Flória Emília Saúda Aurélio Agostinho Bispo de Hípona Régia. Um grande título para um grandioso texto. Um texto para uma grande actriz. Depois de ter começado no Sin-Cera há mais de 10 anos, Glória Fernandes tem vindo a crescer como actriz nos vários trabalhos que tem desenvolvido, quer no teatro universitário - quem não se lembra do concerto de Santo Ovídeo, ou da Casa da Boneca? - quer na companhia profissional onde trabalha como actriz convidada. Neste trabalho Glória deixa de ser Glória e passa definitivamente a ser Flória. Pagã, mulher inteligente que ensina retórica e questiona frente a frente com Aurélio Agostinho a legitimidade dos preceitos da Igreja Católica.
[...] Cenicamente o espectáculo [Floria Emília Saúda Aurélio Agostinho Bispo de Hípona Régia] é de uma beleza perturbante, em que os objectos cénicos, a figueira imponente, portadora de um simbolismo imenso, e a cadeira versátil, contracenam com a actriz, ajudados por um desenho de luz dinâmico e belo. Neste espectáculo há um equilíbrio entre a luz, a cenografia, a música, o texto e o desempenho dos actores.
[...] Pela nossa parte ficámos satisfeitos. A encenação de Luís Vicente deu-nos um corpo com alma e uma alma com corpo. Um profissionalismo como o Algarve merece." Ana Oliveira, Algarve Mais, Abril 2003
"Um texto que leva a meditar e questionar, num grande espectáculo de teatro, com a qualidade a que a ACTA tem habituado o seu público. A não perder." Barlavento, 15/05/2003
"A actriz Glória Fernandes passa ao espectador toda uma variedade de emoções, através de um discurso sereno e brilhante, proveniente de uma mulher sensual e lúcida." Postal do Algarve, 18/09/2003