Dois casais encontram-se em viagem de férias em quartos de hotel. Gozam férias porque sim, mas preferiam fazer outra coisa. Ultrapassam contrariedades para não se divorciarem. Fazem pequenas tentativas de revitalização da relação, logo abandonadas pela força da rotina que há muito se instalou entre eles: as expectativas, os sonhos abandonados, os desencantos e o perpetuar de relações que têm apenas o hábito como suporte. É uma comédia dramática.
Ficha Artística e Técnica Texto: Michael Frayn Encenação: Jorge Soares Concepção Plástica: Jorge Soares e Luis Vicente Figurinos: ACTA Intérpretes: Elisabete Martins, Glória Fernandes, Luis de A. Miranda e Mário Spencer Desenho de Luz: Noé Amorim Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"Os Outonos do Teatro constituem sempre uma boa oportunidade para se estrear um projecto. Na nossa selecção, e pelo exemplo dos anos anteriores, sabemos que não ficaremos a perder se apostarmos em ver o trabalho da ACTA. Neste trabalho podemos ver o inverso do que tem sido dito até aqui, ou seja, ao invés de estragar um bom texto de teatro, verificou-se a transformação de um texto relativamente pouco interessante num bom espectáculo. E como se deu essa transformação? Pela inteligência do encenador. E pela dedicação, profissionalismo e, é isso mesmo, o amor, que esta equipa está a dedicar a este projecto.
[...] Mais uma vez, Jorge Soares surpreendente, agora no papel de encenador.
[...] De resto, o ritmo, a equidade entre os quatro actores, o cruzamento vagamente absurdo de que faz parte o jogo da encenação permitem-me dar, a mim e à plateia [...] mais uma vez, os parabéns à ACTA." Algarve Mais, Dezembro 2002
"E cada vez que penso no cuidado que a ACTA teve em cada pormenor do seu espectáculo "Doubles", desde a cenografia, aos figurinos, à iluminação, ao suporte musical, passando pela interpretação dos actores, não posso deixar de me orgulhar por viver numa região que tem a ACTA como companhia profissional. Que o digam as 30 pessoas que viram esse espectáculo encenado por João Lagarto. É injusto porque pagamos caro o preço de sermos periféricos e desconhecidos do grande público. Mas, pelo menos, depois de comparados com os grandes senhores televisivos, podemos orgulharmo-nos do teatro que por cá fazemos." Ana Oliveira, Jornal do Algarve, 25/03/2004