Trata-se de um espectáculo de rua com encenação colectiva. Nele se pretende reflectir sobre os heróis da guerra e a sua utilidade para os homens. Ao longo da procissão apresentada pelo espectáculo, vão desfilando os heróis do nosso inconsciente colectivo. Uma forma divertida de se reflectir sobre um tema sério. No limbo entre a vida e a morte o julgamento da humanidade. Só a própria humanidade pode julgar. Entrem os réus! O Homem. O poder. A guerra. A paz. O público é a balança, os pesos, as acções, a defesa, a acusação e o próprio veredicto. Que entrem as testemunhas!
Ficha Artística e Técnica Criação: Colectiva Intérpretes: Agostinho Costa, Elisabete Martins, Jorge Soares, J. P. Naylor, João Jonas, Mário Spencer e René Barbosa Montagem: Vitanga Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luís Vicente
Da Imprensa:
"Esta companhia levou a Praça do Mar em Quarteira ao delírio, com a estreia da sua mais recente produção, O Julgamento. Uma hora de boa disposição em que se reflecte sobre a guerra, a paz e não se fica deprimido no fim. Tudo isto defendido com a segurança do elenco da ACTA. Um espectáculo a ver, aconselhável até aos mais elitistas universitários." Ana Oliveira, Algarve Mais, Agosto 2002
"A ACTA foi a outra proposta de animação para Faro. Colhendo o espectador de surpresa, o espectáculo O Julgamento , de autoria e encenação do colectivo de actores da companhia, vai irrompendo aos poucos, deixando ao princípio o transeunte menos atento a pensar o que é que aqueles senhores estão para ali a discutir.
[...] Bonita a visão do cientista enlouquecido rodeado de cérebros e de provetas prontas a manipular geneticamente o que se quiser. Uma reflexão séria sobre os meninos soldados com a emoção que Mário Spencer sabe bem transmitir.
[...] Como num clic, as atenções voltam-se para o herói da noite: D. Quixote e o seu companheiro Sancho Pança. Mais uma vez Jorge Soares nos surpreendeu pela sua versatilidade, desta vez acompanhado por uma agradável surpresa no elenco da ACTA: João Rocha, o Sancho Pança, alia uma boa presença em cena, neste caso no espaço da rua, com um óptimo trabalho de corpo [...] e uma voz adequada a este tipo de trabalho. A utilização da moto serra evoca-nos os mestres catalães do teatro de rua, tendo a ACTA tido o cuidado de retirar a serra propriamente dita para não provocar ataques de coração nos espectadores mais sensíveis. O final apoteótico ao ritmo dos batuques africanos convida o público, ainda tímido, a juntar-se à festa comemorando a vida, e a oportunidade de a podermos viver em paz. Um trabalho limpo que cumpre bem os seus objectivos de espectáculo de rua, levando o público a interagir de uma forma bem disposta e descontraída, seguindo os actores espontaneamente.
[...] Uma agradável surpresa para uma noite de Verão bem passada ." Ana Oliveira, Algarve Mais, Setembro 2002