O espectáculo é uma crítica mordaz, cínica e divertida à burocracia, utilizando para tal a personagem de um homenzinho que procura emergir do seu universo familiar. Conferencista, professor de dança, matemática, história e geografia, assassino de ratos e percevejos, ele ousa afrontar o “Sistema” representado pela iminência parda do Director Geral. O desiderato é que tudo fica na mesma, no poço–da–morte onde todos são os infalíveis Nelson e Rute, dois artistas nacionais de craveira internacional que, numa motorizada de 20 velocidades com 5 para a frente e as outras todas para trás, arrojados e audazes, desprezam a vida. É para rir. No entanto, se por ímpeto ou equívoco alguém for levado a agir, esperamos que se divirta também - com uma bomba ou com um computador (que é explosivo tão pernicioso quanto a bomba).
Ficha Artística e Técnica Textos: Anton Tchekhov, Almada Negreiros, Raul Brandão e Luis Vicente Encenação: Luis Vicente Cenografia e Execução: Tó Quintas Figurinos: ACTA Música: Zé Eduardo Intérpretes: Antony Barbosa, Elisabete Martins, Luis Vicente e Pedro Guerreiro Ramos Fotografia: Telma Veríssimo Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"Os intérpretes da peça [Não Está! Ou a Saga do Director Geral] - Pedro Ramos, Luis Vicente, Elisabete Martins e Antony Barbosa - Manifestam competência e talentos notáveis. [...] A não perder." Algarve Hoje, 04/11/1999
"A qualidade artística da companhia e seriedade do seu projecto têm sido motivo de referência entre a crítica da especialidade e também o motivo que leva o público a interessar-se pelas suas apresentações, e pelo teatro de um modo geral." Expresso "Revista Algarves", 12/08/2000