(...) Assim, imagine-se um jardim, imagine-se também um número finito ou infinito de caminhos e, posto, atendam-se os factos. O elemento humano são poetas encantados; a substância de palavras divagantes, o corpo aéreo de um certo Borges, Jorge Luís, argentino remotamente descendente de vaga gente portuguesa, fazedor, de um Pessoa, Fernando, português, que em pequeno emigrou para a África do Sul e depois de lá regressou para, adulto, escrever uma mensagem; de um Campos, Álvaro de, que se alguma vez existiu foi nado em Tavira, emigrou para Glasgow, fez uma viagem ao Oriente e depois regressou a Lisboa para cumprir o seu destino. E mais se não diz (...)
Ficha Artística e Técnica Texto: Teresa Rita Lopes Encenação: José Louro Cenografia: ACTA Execução Cenográfica: Tó Quintas Música: Zé Eduardo Solo de Guitarra portuguesa: José Maria Oliveira Voz: Manuela Lopes Desenho de Luz: Victor Correia Figurinos: ACTA Intérpretes: Luis Vicente, Jorge Soares, Pedro Guerreiro Ramos e J. P. Naylor Fotografia: Telma Veríssimo Direcção Técnica: Noé Amorim Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"Vale a pena ter em conta o facto da dramaturgia portuguesa estar a ocupar merecidamente um espaço cada vez maior na produção teatral, assim como vale a pena ter em conta o facto do teatro ocupar um espaço cada vez maior fora dos grandes centros. Saúda-se por isso o aparecimento da ACTA - Companhia de Teatro do Algarve [...]. Valeu a pena ir a Faro ver As Tranquilas Aventuras do Diálogo, um texto muito rico de Teresa Rita Lopes que mantém viva essa apetência pela escrita teatral a que não é alheia a carga poética em que mergulha a sua expressividade de carácter dramatúrgico.
[...] A contenção que definiu o trabalho do encenador, tem correspondência na clareza e na afirmação dos intérpretes, contribuindo para a qualidade de um espectáculo que merece ser revisitado. Assim como o grupo que o produziu merece ser apoiado de forma a garantir a existência no Algarve de um grupo capaz de uma relação forte com a região." Carlos Porto, Jornal de Letras, 05/05/1999
"[...] A contenção que definiu o trabalho do encenador, tem correspondência na clareza e na afirmação dos intérpretes, contribuindo para a qualidade de um espectáculo que merece ser revisitado. Assim como o grupo que o produziu merece ser apoiado de forma a garantir a existência no Algarve de um grupo capaz de uma relação forte com a região." Carlos Porto, Jornal de Letras, 05/05/1999
"E honra lhe seja feita porque, no espaço de um ano, já consegui levar à cena quatro peças, cujo êxito está justificado com mais de sete dezenas de espectáculos a que assistiram mais de 12 mil espectadores - média superior a 160 presenças por sessão!" Marcelino Viegas, Jornal de Notícias, 20/04/1999
"O sóbrio trabalho de direcção e cenografia e a mimética construção dos intérpretes (Luís Vicente, num humorado e enigmático Fernando Pessoa, Pedro Ramos num impressionante Borges que faz lembrar Lorca, e Jorge Soares, num Campos que grita um tanto a sua irreverência) criam uma moldura excelente para este trabalho de homenagem à grande poesia." Eugénia Vasques, Expresso, 24/04/1999
"Pedro Ramos, Luís Vicente e Jorge Soares são os actores que encarnam, com admirável verosimilhança, as figuras impalpáveis destes imortais. Que é possível conhecer melhor no elaboradíssimo programa da ACTA, onde cabe uma entrevista com Borges e uma minuciosa tábua cronológica dos verdadeiros Campos, Borges, Pessoa, e o mais que se verá." Manuel João Gomes, Público, 19/09/1999
"[...] perante este tipo de espectáculo, há que salientar o excelente trabalho dos intérpretes, sobretudo da dupla Pedro Guerreiro Ramos/Luis Vicente. Um Borges e um Pessoa extremamente credíveis." Ana Maria Ribeiro, Correio da Manhã, 26/06/2000