Partindo de textos vicentinos afectos aos programas curriculares, objectiva-se a construção de um espectáculo que possa aliciar e dinamizar os agentes visados para a leitura crítica e criatividade cénica, recorrendo a técnicas circenses, de teatro de rua, e apoios musicais e instrumentais de raiz popular.
Ficha Artística e Técnica Textos: Gil Vicente Adaptação, Dramaturgia e Encenação: José Louro Cenografia e Adereços: Tó Quintas Figurinos: ACTA Costureira: Noélia Ramos Intérpretes: Ana Baião, Luis Vicente, Maria João e René Barbosa Direcção Técnica: Noé Amorim Fotos: Telma Veríssimo Direcção de Produção: Luis Vicente
Da Imprensa:
"Rapsódia Vicentina", foi uma hora de bom teatro, onde quatro actores se desmultiplicaram em dez personagens. A linguagem mais arcaica de Gil Vicente foi substituída por expressões modernas de mais fácil entendimento." Barlavento, 22/10/1998
"As actualizações e interpolações do encenador no texto de Gil Vicente são parte integrante do espectáculo e ninguém se assustará se o linguajar de Vicente der origem a uma rábula em verso onde se fala dos vários pavilhões da Expo-98. falta dizer que estes textos intercalados não podem ser mais engenhosos e a colagem entre o velho e o novo - que, por vezes, soa a surreal - funcionou muito bem na estreia de Albufeira." Manuel João Gomes, Público, 11/11/1998
"A direcção sólida e profunda de José Louro [...] optou por actualizar o apresentado [...] estilizá-lo, e alcançou que esse desígnio se transformasse em vitória artística. Forma (excelentes os figurinos femininos) e conteúdo em correspondência, boa direcção de actores, agilidade presidindo às marcações, sabedoria no ritmar da acção e no uso do espaço. Bem demonstrada a verdade absoluta de que Gil Vicente é de hoje e de todos os tempos." Restará, apenas, dizer que os actores se revelaram seguríssimos: Ana Baião, Luis Vicente, Maria João e René Barbosa (este fundamental, porquanto é básico no relativo ao envolvimento sonoro, criado ao vivo)." Fernando Midões, Diário de Notícias, 16/03/1999
"A interpretação, nesta peça, de Ana Baião, Luis Vicente, Maria João e René Barbosa, foi excelente, arrancando sucessivos aplausos por parte da numerosa assistência que encheu, por completo, o Cine-Teatro nas duas sessões." R.F., Postal do Algarve, 21/01/1999