Ardente
Reposição
Estreia: 24 Outubro 2020

ACTA - Ardente ACTA - Ardente ACTA - Ardente

Carreira: Faro, Portimão, Albufeira

Sinopse “ARDENTE - Memorial para Pedro e Inês de Portugal”

A tragédia de D. Pedro I e D. Inês de Castro está entre os temas mais abordados pelas artes e literaturas de todo o Mundo. Parece que é mesmo o terceiro tema mais abordado - depois de Jesus Cristo, que é o primeiro, e de Napoleão, que é o segundo. Facto incontestável, é que o tema ocupa um lugar de grande relevo e extraordinária curiosidade de pretexto não só histórico mas também mítico, filosófico, artístico...
A ACTA aborda de novo este tema numa tripla perspectiva de novidade: primeira, a narrativa não segue a cronologia histórica dos acontecimentos – a nossa história começa já Pedro e Inês estão nos túmulos; segunda, a história será contada apenas com recurso à imagem e à música – portanto, sem recurso à palavra dita; terceira, para dirigir este espectáculo convidámos um dos mais proeminentes encenadores europeus, especialista neste género de realização teatral, o polaco Leszek Mandzik.

Madzik pratica um teatro sem palavras. A razão é a sua profunda convicção de que existem esferas da realidade humana que não sucumbem à palavra falada. No seu teatro "cósmico", ele reabilita arquétipos enterrados, dando aos espectadores uma oportunidade renovada para uma percepção pré-racional do mundo. O frágil universo onírico dos seus espectáculos é criado com as sombras e os movimentos de forma elaborada, subjugada ao ritmo marcado pela música. O espectador fica "sozinho na multidão", porque é separado, pela escuridão, dos outros espectadores, bem como do palco. Com a sua imaginação, vagueia através de outras dimensões da realidade apreendida pelo poder do Bem e do Mal.

Leszek Madzik

Leszek Madzik estudou Belas Artes em Kielce e depois História de Arte na Universidade Católica de Lublin. É nesta universidade que se dá o início da sua relação com o teatro. A partir de 1969 começa a criar e a dirigir os seus próprios projectos com a equipa do grupo Czena Plastika KUL, do qual foi co-fundador. Com este grupo e também individualmente, tem-se apresentado em vários países, teatros (no TNDMII foi autor da cenografia de Nanhama Macbunhe, encenação de Andzjei Kowalski, 2000) e festivais nos cinco continentes - nomeadamente, nos festivais de Avignon, de Edimburgo, do Cairo; também na sala La MaMa... O seu nome é referido na Enciclopédia do Teatro Polaco a par de criadores de capital importância na história do teatro europeu contemporâneo, como sejam, Grotowski, Kantor e Szajna. Do seu currículo constam vários prémios, entre muitos outros, dos festivais de Teatro do Cairo e de Tóquio. Em 2000 foi publicada uma antologia documental da sua obra sob o título “O Meu Teatro”, com prefácio de Andzjei Wajda. Leszek Madjik integra a equipa promotora de Lublin – Capital Europeia da Cultura, 2016.

 

FICHA ARTÍSTICA, TÉCNICA E PRODUÇÃO:
CRIAÇÃO CÉNICA: Leszek Mądzik
COORDENAÇÃO E DRAMATURGIA: Andrzej Kowalski
DIRECÇÃO MUSICAL: Zé Eduardo
INTÉRPRETES: Bruno Martins, Carlos Pereira, Cátia Alhandra, Glória Fernandes,
Luís de A. Miranda, Luís Manhita, Tânia da Silva, Ricardo Correia
EXECUÇÃO PLÁSTICA: Tó Quintas
OPERAÇÃO DE LUZ: Octávio Oliveira
OPERAÇÃO DE SOM: Diogo Aleixo
DESIGN: Rita Merlin
COMUNICAÇÃO: Sofia Margarida
PRODUÇÃO EXECUTIVA/ACOLHIMENTO: Márcia Martinho
ADMINISTRAÇÃO: Ana Anastácio

DURAÇÃO: 60m
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M/6